Friday, September 30, 2005

Lembras-te?

Se pudesses ouvir a voz que me chama
Se soubesses o nome que gravei no peito
Se sentisses o nome de quem te ama
Talvez o Mundo fosse perfeito.

Se um dia o olhar me deitaste
E não mais sentiste o chamamento
Então olhar esse desperdiçaste
Pois já passou um dia o momento.

Não esqueças que se to contei
É porque não mais aguentava esconder
E por tudo aquilo que contigo passei
Talvez um dia me vás reconhecer.

Sem mais o que te possa revelar
Talvez possas agora esquecer
Mas se um dia a memória reavivar
Posso aqui não estar para te receber.

O Beijo.

Um dia…

Não sei…

Talvez… 

Posted by O Ácido in 22:04:27 | Permalink | Comments (4)

Friday, September 23, 2005

Parabéns

Hoje é o aniversário de uma pessoa muito especial, com quem não me encontro há mais de quatro anos, mas que nunca esqueci. Foi especial, é especial, e não se apagará nunca o seu nome na minha memória. Já te felicitei pela data, provavelmente nunca vais ler isto, mas um dia havemos de nos cruzar, numa qualquer rua, e poderemos falar de novo. A brincar, como sempre, muito a sério, como sempre. Parabéns.

Posted by O Ácido in 02:29:36 | Permalink | Comments (1) »

Plano de vôo

Uma boa sugestão. Há alturas na vida, em que é bom organizar os “ficheiros” da nossa mente, fazer uns “copy-paste”, uns “delete”, uns “de-frag”, entre outras operações. Rever prioridades, reorganizar conceitos, relembrar pessoas especiais, sorrir quando aquela lembrança nos visita sem aviso prévio, fazer planos, inventar conceitos completamente novos, pensar naquela mensagem bonita que escreveria mesmo agora se a cabeça não fosse tão autoritária nas alturas em que o coração chama por nós a todo o gás, pensar numa história gira para pôr num blog, pensar numa nova forma de comer a sopa sem sujar a camisa (seu porco…), pensar em como poderia andar em cuecas na rua sem ninguém reparar, imaginar como seria se, durante vinte segundos pudesse dizer tudo o que me vai na cabeça sem a sociedade me reprovar veementemente, pensar numa forma de fazer publicidade nas caixas dos cereais, pensar num final diferente para um filme, pensar em dizer ao cão para não se deitar em cima da minha roupa, pensar em comer qualquer coisa que não faça migalhas, enfim, muitas ideias nos podem ocorrer nesses momentos de pensamento profundo. Ora, nessas alturas, aprecio imenso olhar fixamente o céu enquanto toca o álbum “X&Y” dos Coldplay sem parar. É absolutamente envolvente, mas a sensação que tenho quando a música pára é a estúpida ideia de que acabei de “aterrar” ali, vindo não sei muito bem de onde. A minha experiência nestes momentos de reflexão diz-me que podemos de facto reorganizar muitas ideias, mas a sua concretização já não pode depender só de nós. E esse pequeno-gigantesco problema faz com que, daí a uns dias, estaremos a olhar o mesmo céu e a ouvir a mesma música, a pensar nas mesmas coisas, e ter ideias muito parecidas. Não me preocupa esse facto. A vida é assim mesmo. Traçamos uma trajectória no nosso “mapa”, e depois temos que ajustá-la de forma apropriada, conforme os obstáculos que se nos deparam. Ainda bem que existe a música e o céu. Sem eles, era mais aborrecido pensar nisto. Eu digo música e céu, muitos de vocês terão outras fontes de inspiração, sejam elas jornais, carros, calendários com mulheres nuas, botões de punho, atacadores de sapatos, caracóis e ceveja, naves espaciais, roupa de cabedal, chicotes, a brilhantina Bel-Hair, a pasta medicinal Couto, o Ben-U-Ron, o Pedrgree-Pal, luzes de néon, condensadores e bobines, entre muitas outras. Isso não faz diferença, o que interessa é que o vosso “plano de vôo” esteja bem definido. Depois é só tentar concretizá-lo e esperar pela sorte. O importante é pensar.

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Sunday, September 11, 2005

O grande jogo

Alvalade esteve ao rubro. No dia 10 de Setembro de 2005, aconteceu mais um emocionante “derby” de Lisboa. Este é, para mim, o mais simbólico jogo neste rectângulo “à beira-mar plantado”. É o jogo que está muito para além dos três pontos em disputa num jogo do campeonato. Este jogo significa o orgulho, a rivalidade, a possibilidade de dar “música” aos amigos durante muito tempo, de mandar mensagens escritas que despertem a fúria dos rivais, de brincar com os jogadores do adversário, entre muitos prazeres similares. Quando o “meu” Sporting defronta o eterno rival da Luz, sinto uma enorme ansiedade a crescer, à medida que a hora do jogo se aproxima. Sinto que o maior jogo do Mundo está quase, quase, quase. Assim que o árbitro apita, tudo perde importância. A bola é tudo o que interessa. Quem a tem, para onde vai, entrou, não entrou, saiu, não saiu, é falta, não é falta, bem jogado, mal jogado, quem fez o passe, quem fez o remate, ”F***-SE, PASSA A BOLA!!!!” (perdoem o primeiro palavrão do meu blog, mas ninguém diz “Bolas” durante um jogo destes…), “ÉS COMO UM PINHEIRO!!!!”, “JÁ NOS ‘TÁS A GAMAR!!!!” e muitas outras pérloas destas são ouvidas durante o mágico jogo. E tudo, repito, tudo, durante o jogo é alvo das mais inflamadas reacções. Este jogo é o maior jogo que pode ser jogado neste país, os históricos rivais da capital fazem parar tudo quando se defrontam. Penso que os meus amigos benfiquistas pensarão como eu. Momentos mágicos acontecidos nesses jogos perduram na memória, e eternizam-se pelos tempos. Aqui fica um deles:

Tello conduz a bola pela esquerda, cruza para a área do Benfica, Luisão salta mas não chega à bola, Liedson salta, cabeceia… um, dois, três… tudo pára… quero acreditar que por milionésimos de segundo é possível sentir todas as respirações a parar, como que por magia, como se apenas de um corpo se tratasse toda aquela massa humana… GOOOOOOOOLOOOOOOOO!!!!!!!! Incrível, Liedson resolve o jogo. Mais uma vez. Mais uma noite mágica em Alvalade…

Posted by O Ácido in 17:40:46 | Permalink | Comments (9)

Pensamento do dia

“O homem prudente não diz tudo quanto pensa, mas pensa tudo quanto diz.”

Aristóteles

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Monday, September 5, 2005

Desconto de tempo

E se um dia, todos resolvêssemos parar para pensar. Se ninguém mais fosse cumprir com as suas responsabilidades, revindicando para si o direito de pensar. Seria criticável? Seria justo dizer que não? Não precisaria o Mundo de parar um mês para discutir uma série de questões importantes? Pena ser completamente impossível…
Mas talvez fosse bem preciso fazê-lo. Importante seria fazer uma profunda reflexão sobre os problemas que afectam a Humanidade, mas para a qual a vida de hoje em dia não reserva tempo. Será mais importante, por exemplo, discutir se devemos perdoar a dívida africana, em vez de discutir de que maneira não terá África, dentro de 50 anos, de pedir novo perdão? Será mais importante saber se há água em Marte do que saber que novas formas de produzir energia poderemos usar quando o petróleo se esgotar? Será mais importante criar o Estado da Palestina do que dar um Estado aos Curdos? Será mais importante discutir se a Espanha deve dar independência ao País Basco do que discutir se deve escolher o “Sim” para a Constituição Europeia? Será mais importante discutirmos os critérios de entrada nas fronteiras da União Europeia ou discutir como deveremos dar solução àqueles que já entraram nessas mesmas fronteiras? A questão, meus estimados amigos, é mesmo essa. Nenhum destes assuntos é mais importante do que os outros. A grande questão tem a ver com o facto de ser, neste momento, verdadeiramente importante discutir isto tudo. Não há grandes prioridades. Todos estes assuntos, e muitos outros que me levariam horas a enumerar, estão na ordem do dia. E enquanto os nossos políticos não se decidirem a esclarecer os povos e a darem uma resposta a muitos destes problemas, iremos perder anos, décadas, séculos, enquanto eles, sentados nos seus “tronos”, irão fazer do Mundo um enorme tabuleiro do jogo “Risco”. Ganhar territórios. E dinheiro com isso. O Mundo é assim há imenso tempo. Tempo demais. Já chega. Estamos a derreter aos poucos. Muito lentamente…

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Sunday, September 4, 2005

A Caixinha

Incrível este Mundo. Uma caixinha de surpresas. Se num lugar pode estar uma família em reunião, em convívio saudável e a partilhar o amor e o afecto , noutro há quem não tenha nada para ser feliz, seja por viver na miséria, seja porque a guerra é um hábito do dia-a-dia, ou porque um furacão leva tudo em poucos segundos. Incrível como este calhauzito da via láctea pode ter tanta heterogeneidade em si mesmo. Como há brancos, pretos, amarelos, vermelhos, como há cristãos, muçulmanos, judeus, budistas, hindus, ateus, como há comunistas, socialistas, sociais-democratas, liberais, conservadores, ou o que quer que se possa usar para classificar os seres humanos. Mas no meio disto tudo, sabem o que me dá vontade de rir? Podemos dividir e classificar os seres humanos das mais variadas formas, mas todos são iguais a uma mesma luz: TODOS PROCURAMOS SER FELIZES. Todos acordamos de manhã com uma enorme vontade de melhorar como pessoas, para que o grande objectivo da felicidade esteja mais próximo. Até sou daquelas pessoas que não acredita na felicidade total, falta sempre alguma coisa, nem que seja uma pontinha de açucar ou de sal… Mas seja qual for o próximo objectivo, nunca se esqueçam, todos fazemos falta. Todos podemos ajudar a atinji-lo. O nosso e o dos outros. Basta acordar a sorrir. Com vontade de ser melhor. Procurem ser melhores, se todos tentarmos, talvez um dia haja menos fome em África, talvez menos favelas no Rio de Janeiro, talvez o Casa do Gil esteja maior, talvez brancos e pretos coexistam melhor, talvez uma criança israelita brinque sem complexos com uma criança palestiniana, talvez os indianos e paquistaneses se sentem à mesma mesa para conversar, talvez as duas Coreias sejam mais Coreia, talvez as duas Irlandas estejam mais perto, talvez os Iraquianos se vejam livres de tirania, seja ela a deles próprios ou a americana. Talvez. Eu estou disposto a tentar. Vocês também estarão…

Posted by O Ácido in 15:28:55 | Permalink | Comments (4)

Saturday, September 3, 2005

Acasos

Muitos de vocês já pensaram certamente nos acasos da vida. Já pararam para pensar como há acontecimentos que parecem ser “programados”. Como podemos explicar que certas pessoas apareçam na nossa vida, frequentando os mesmos espaços do que nós, e quando as conhecemos melhor reparamos que são tão parecidas e ao mesmo tempo tão distintas de nós? Como podem algumas delas ter tudo para estarem distantes, mas ao mesmo tempo se tornam tão próximas? Muitos de vocês estarão nesta altura a resmungar para convosco “Lá está ele a falar de gajas, ou mesmo de uma gaja em especial…” Por acaso até estou. Mas não quero mesmo levar a conversa para esse lado. Quero falar dos meus amigos.

Literalmente Pois, falo de um gajo que, se eu fizer uma retrospectiva, está em todos, e se digo todos digo 99,967954 % (isto foi calculado…) dos momentos verdadeiramente geniais da minha vida. Que sabe a piada que eu vou dizer tão bem como eu sei a que ele já está a pensar.

Pois Até, de um gajo que conheço desde os dois anos (ou até menos…), que é capaz de ler os meus pensamentos tão bem como leio os dele, que sabe se eu vou gostar daquele jogador do Sporting ou daquele filme.

Lembro Facilmente, por exemplo, o gajo que vem estudar para uma cidade a 30 Km de casa, e, na festa estudante cá do sítio revela que é muito parecido comigo na capacidade de inventar danças parvas.

Juro Gostar, imenso, de um primo que diz sempre a piada certa no momento certo.

Digo Gostar, de um primo com quem nunca tive uma conversa a sério. Somos iguais.

Há Pois, um gajo cujos momentos de inspiração ultrapassam muito do que conheço. Ele é o génio que todos gostariam de conhecer.

Mais Menciono, o gajo de Trás-Os-Montes, que gosta de escrever histórias e até jogar Elifoot, tal como eu. É o maior…

Vamos Suavemente, terminar. Ela é a Estrela.

Nesta altura perguntarão vocês porque raio é que eu escrevi as duas primeiras palavras destes parágrafos com letras maiúsculas no princípio. É a chave. Nessas letras estão as iniciais das pessoas em questão em cada um desses parágrafos. Pensem lá um bocadinho. São vocês de quem eu falo…

L.P. - Luís Peixoto (vulgo, Bale)

P.A. - Pedro Alves (vulgo, Mendonça)

L.F. - Luís Fernandes (vulgo, Sapo Cocas) 

J.G. - José Gonçalves (o meu primo Zé)

D.G. - Daniel Gonçalves (o meu primo Né)

H.P. - Hugo Peixoto (Hugo, o Grande…)

M.M. - Miguel Madeira (vulgo, Bósnia)

V.S. - Vulgo, ela…

Agradeço-vos o facto de me aturarem. Uns mais do que outros. Mas penso haver um espacinho pequenino para mim nas vossas vidas. Obrigado. Do Coração. 

 

Posted by O Ácido in 18:19:17 | Permalink | Comments (6)