Acasos
Muitos de vocês já pensaram certamente nos acasos da vida. Já pararam para pensar como há acontecimentos que parecem ser “programados”. Como podemos explicar que certas pessoas apareçam na nossa vida, frequentando os mesmos espaços do que nós, e quando as conhecemos melhor reparamos que são tão parecidas e ao mesmo tempo tão distintas de nós? Como podem algumas delas ter tudo para estarem distantes, mas ao mesmo tempo se tornam tão próximas? Muitos de vocês estarão nesta altura a resmungar para convosco “Lá está ele a falar de gajas, ou mesmo de uma gaja em especial…” Por acaso até estou. Mas não quero mesmo levar a conversa para esse lado. Quero falar dos meus amigos.
Literalmente Pois, falo de um gajo que, se eu fizer uma retrospectiva, está em todos, e se digo todos digo 99,967954 % (isto foi calculado…) dos momentos verdadeiramente geniais da minha vida. Que sabe a piada que eu vou dizer tão bem como eu sei a que ele já está a pensar.
Pois Até, de um gajo que conheço desde os dois anos (ou até menos…), que é capaz de ler os meus pensamentos tão bem como leio os dele, que sabe se eu vou gostar daquele jogador do Sporting ou daquele filme.
Lembro Facilmente, por exemplo, o gajo que vem estudar para uma cidade a 30 Km de casa, e, na festa estudante cá do sítio revela que é muito parecido comigo na capacidade de inventar danças parvas.
Juro Gostar, imenso, de um primo que diz sempre a piada certa no momento certo.
Digo Gostar, de um primo com quem nunca tive uma conversa a sério. Somos iguais.
Há Pois, um gajo cujos momentos de inspiração ultrapassam muito do que conheço. Ele é o génio que todos gostariam de conhecer.
Mais Menciono, o gajo de Trás-Os-Montes, que gosta de escrever histórias e até jogar Elifoot, tal como eu. É o maior…
Vamos Suavemente, terminar. Ela é a Estrela.
Nesta altura perguntarão vocês porque raio é que eu escrevi as duas primeiras palavras destes parágrafos com letras maiúsculas no princípio. É a chave. Nessas letras estão as iniciais das pessoas em questão em cada um desses parágrafos. Pensem lá um bocadinho. São vocês de quem eu falo…
L.P. - Luís Peixoto (vulgo, Bale)
P.A. - Pedro Alves (vulgo, Mendonça)
L.F. - Luís Fernandes (vulgo, Sapo Cocas)
J.G. - José Gonçalves (o meu primo Zé)
D.G. - Daniel Gonçalves (o meu primo Né)
H.P. - Hugo Peixoto (Hugo, o Grande…)
M.M. - Miguel Madeira (vulgo, Bósnia)
V.S. - Vulgo, ela…
Agradeço-vos o facto de me aturarem. Uns mais do que outros. Mas penso haver um espacinho pequenino para mim nas vossas vidas. Obrigado. Do Coração.