Plano de vôo
Uma boa sugestão. Há alturas na vida, em que é bom organizar os “ficheiros” da nossa mente, fazer uns “copy-paste”, uns “delete”, uns “de-frag”, entre outras operações. Rever prioridades, reorganizar conceitos, relembrar pessoas especiais, sorrir quando aquela lembrança nos visita sem aviso prévio, fazer planos, inventar conceitos completamente novos, pensar naquela mensagem bonita que escreveria mesmo agora se a cabeça não fosse tão autoritária nas alturas em que o coração chama por nós a todo o gás, pensar numa história gira para pôr num blog, pensar numa nova forma de comer a sopa sem sujar a camisa (seu porco…), pensar em como poderia andar em cuecas na rua sem ninguém reparar, imaginar como seria se, durante vinte segundos pudesse dizer tudo o que me vai na cabeça sem a sociedade me reprovar veementemente, pensar numa forma de fazer publicidade nas caixas dos cereais, pensar num final diferente para um filme, pensar em dizer ao cão para não se deitar em cima da minha roupa, pensar em comer qualquer coisa que não faça migalhas, enfim, muitas ideias nos podem ocorrer nesses momentos de pensamento profundo. Ora, nessas alturas, aprecio imenso olhar fixamente o céu enquanto toca o álbum “X&Y” dos Coldplay sem parar. É absolutamente envolvente, mas a sensação que tenho quando a música pára é a estúpida ideia de que acabei de “aterrar” ali, vindo não sei muito bem de onde. A minha experiência nestes momentos de reflexão diz-me que podemos de facto reorganizar muitas ideias, mas a sua concretização já não pode depender só de nós. E esse pequeno-gigantesco problema faz com que, daí a uns dias, estaremos a olhar o mesmo céu e a ouvir a mesma música, a pensar nas mesmas coisas, e ter ideias muito parecidas. Não me preocupa esse facto. A vida é assim mesmo. Traçamos uma trajectória no nosso “mapa”, e depois temos que ajustá-la de forma apropriada, conforme os obstáculos que se nos deparam. Ainda bem que existe a música e o céu. Sem eles, era mais aborrecido pensar nisto. Eu digo música e céu, muitos de vocês terão outras fontes de inspiração, sejam elas jornais, carros, calendários com mulheres nuas, botões de punho, atacadores de sapatos, caracóis e ceveja, naves espaciais, roupa de cabedal, chicotes, a brilhantina Bel-Hair, a pasta medicinal Couto, o Ben-U-Ron, o Pedrgree-Pal, luzes de néon, condensadores e bobines, entre muitas outras. Isso não faz diferença, o que interessa é que o vosso “plano de vôo” esteja bem definido. Depois é só tentar concretizá-lo e esperar pela sorte. O importante é pensar.
Coldplay, mulheres e carros é k botam…….
E olhar para o céu de vez em quando mas o que mais me entusiasma e da mesmo de «arrumar» e planear os meus «planos de vóo» é mesmo ver o por do sol, nada mais bonito que um belo por do sol…
neste momento veêm centenas de coisas a mente, como coisas que ja fizeste e agora relembras ou mesmo coisas que gostarias de fazer e pretendes fazer.
Ver o por do sol para mim é como se estivesse a sonhar acordado, uma forma de sonhar…
Um abraço, Rui F
P.S. - Mas o ideal seria mesmo o raio dos cães ñ sujarem as nossas roupas sempre que se encostam ou deitam nas nossas roupas.
Todos nós definimos um objectivo para a nossa vida, o rumo da nossa curta presença por este planeta, mas nem semprem as coisas correm como nós desejamos.
É então nessa altura que temos que parar e pensar…pensar no que fomos até aí, pensar no que queremos ser daí para a frente.
E surge então algo em que nos apoiamos, algo que se tranforma no nosso confidente…
O céu e a música transmitem-nos uma sensação de serenidade e ajudam-nos a pensar nos nossos problemas…após estes instantes de reflexão na sua companhia a nossa vida parece que volta a fluir e a sensação e o desejo de viver volta a correr em nós.
Sapo Cocas
Eu acho que bom mesmo é pararmos e ouvirmos música sem nos preocuparmos com nada… Ouvir o "X&Y" dos Coldplay, ouvir as míticas músicas dos U2 (aquelas que nos provocam um arrepio na espinha mal ouvimos os primeiros acordes), ouvir outra coisa qualquer que nos recorde de algo, e que nos transmita paz. Sem nos preocuparmos com nada… Sem pensarmos no amanhã. Ter momentos de pura paz espiritual, ouvindo uma guitarra enquanto vês o pôr-do-sol… São momentos desses que nos fazem recordar.
Claro que a música também "serve" para pensarmos no futuro. Para traçarmos objectivos. Para pensarmos em fazer algo melhor. E como é bom ter momentos desses, de reflexão, e depois sermos "atacados" por um desejo de viver e de conviver com aqueles que mais próximos estão de ti… Família, amigos, namorada… Seja quem for. O que queres é ter mais e melhores momentos, para que no futuro te possas lembrar desses mesmos momentos enquanto olhas o céu e ouves música…
Sorri e faz sorrir… Só assim é que a vida faz sentido…
Um abraço,
Mendonça
Pensar…
Isso e muito dificil. chegar a um ponto em que dizes: "Tenho que pensar na minha vida…" e sempre muito mau. Pensar nao e mais que tracar um caminho, conhecendo as nossas limitacoes e virtudes. So sabendo bem com o que contamos da nossa parte podera sair um projecto de qualidade. Nao vale a pena apontarmos como objectivo ser escritor, se nem uma virgula sabemos colocar. (Nao facam piadinhas sobre a minha falta de acentos e etc pois estou a escrever num teclado que nao tem essas funcoes :P)
Mais vale um projecto bem pensado e relativamente pouco ambicioso pois assim as nossas expectativas jamais sairam defraudadas. E para mim essa e que e a parte esgotante. Reflectir e nao chegar a conclusao nenhuma…
Pensem ou neste caso pensemos para assim atingirmos o conhecimento acerca de nao proprios e assim nos inspirarmos para uma vida plena!!!!
Saudacoes fraternas!!!!