E se…
E se, um dia, nos esquecêssemos de tudo??? Que fixe!!! “Caótico!”, dirão muitos de vocês. “Assustador!”, dirão muitos outros. Mas tentem compreender o lado engraçado de tudo. Começo por dizer que não sei andar de bicicleta, mas como todos se esqueceriam, eu seria igual a vocês. Aqueles que hoje estão “virados para a parede”, à espera de um amor que nunca mais chega, iriam acordar “cheios de pica”. Ninguém saberia conduzir, logo teríamos de andar a pé. Este seria o MSN do futuro, andar a pé na rua, e falar com as pessoas. Já que falo em MSN, ninguém se lembraria da sua existência. Por seu lado, os nossos professores perderiam todo o conhecimento, logo não teríamos de os aturar… Mais que isso, teríamos que reinventar a Ciência e a Literatura. Logo, muitos de nós poderíamos ser Einstein, Newton, Aristóteles, Fernando Pessoa, Shakespeare, entre outros. Já pararam para pensar nisso? Algum de vocês poderia ter capacidade para deduzir sozinho a fórmula da Teoria da Relatividade Geral e da Relatividade Restrita, mas como o Senhor Albert Einstein se lembrou de o fazer há muitos anos, ficou ele com os louros da descoberta. A Lei de Ohm, que é tão importante para mim e para os meus colegas de curso, teria de ser reinventada por um de nós. Poderia vir a ser a Lei de Dias. A minha própria descoberta. Mas não. O Senhor Ohm lembrou-se de a deduzir. E aproveito para lançar a graçola. Sabem o que fez Ohmn quando descobriu a sua lei? Começou a meditar, e a dizer “Ohmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmmm…” Este é o som que supostamente fazemos durante a meditação…. Passado este momento absolutamente deprimente, volto ao tema do esquecimento. E se nos esquecêssemos de tudo? Perderíamos os políticos. Teríamos de renovar a classe política. O pior era se essa renovação fosse feita pelos mesmos. Há uma ideia de um economista cujo nome desconheço, que diz que se pegássemos em todo o dinheiro do Mundo e o dividíssemos igualmente por todas as pessoas, ao fim de alguns anos o dinheiro estaria mais ou menos nas mãos das mesmas pessoas. Talvez se todos nos esquecêssemos de tudo, votaríamos às trocas comerciais. Um frango por um pato. Uma alface por uma couve. E por aí fora. Apesar de se perder muita coisa boa, um esquecimento mundial proporcionar-nos-ia a hipótese de refazer a História. E muitos de vocês poderiam ser personagens conhecidas dessa mesma História. E eu? Eu cá estaria para propôr um novo esquecimento. Captaram a ideia de ciclo?