Sunday, May 28, 2006

Lugar

O Sol brilhava, imponente. O vento soprava com leveza. Pássaros Davam o tom que os ouvidos agradeciam. Linda, a paisagem levava o pensamento. Ao sabor do vento. As árvores eram testemunhas sIlenciosas da profundidade do momento. O balançar dos seus ramos, também ao sabor do vento, desenhaVa no chão as mais confusas sombras. Os raios de luz ivadiam aquele espaço por entre as folhas das árvores, como areia a escapar entre os dedos. O cheiro a eucalipto, agradável, como sempre, trazIa consigo bem-estar. A verdade é que não estive Neste local que acabei de descrever. Mas ao olhar para os teus olhos, verdes, lindos, profundos, não preciso de ir a este lugar. Contigo estou bem. O resto vem por Acréscimo. Deus, como a amo. Como ela é linda. Obrigado. 

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Sunday, May 21, 2006

Instante

Às vezes é uma questão de milissegundos. É uma questão de estar em sintonia. De Poder presenciar um momento diferente. Único. InEsquecível. Por vezes, basta um olhar. Olhar na direcção certa. Aquela sensação de ter caído num lugar diferente, de ter sido irremediavelmente apanhado. PaRece que saímos de um lugar seguro para o meio de um tornado. Um tornado de emoções. Às vezes, parece que somos presas indeFesas perante um predador imponente e insaciável. Parece que somos lentos de mais para tão veloz caçador. Naquele momento, impErceptível, imprevisível e impossível de cronometrar, passamos do porto seguro para o balançar do alto mar. E que bom que Isso é. Amar é mesmo isso. É abandonar a segurança, a estabilidade, a calma da maré baixa, e entrar por um turbilhão de emoÇões, pelo desconhecido, pelo inseguro espaço que nos abraça de imediato, pela revolta do mar agitado, pelos relâmpagos e trovões de uma tempestade. E nesses momentos, em que caímos no amor, na paixÃo, no desejo, o medo toma conta de nós. Porque quem ama, teme. Quem ama, chora. Quem ama, hesita. No meiO de isto tudo, o teu olhar é o garante da tranquilidade. Dá-me dez segundos para olhar-te nos olhos. Sorri para mim. Dir-te-ei que te amo. Quanto te amo. Como te amo. O mar acalmará. Passarei a respirar mais suavemente. Menos batimentos cardíacos por minuto. É isso mesmo. Tranquilo. Um olhar tranquilo. O ser humano não é perfeito. Este sentimento é a perfeição.

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Saturday, May 20, 2006

De novo

Obrigado por estes oiteNta e um fantásticOs dias. InesquecíVeis e muitO especiais, como tu. Amo-te.

Uma semana. Ninguém me garante que não foi um ano. Sou um homem ferido. O espelho que tenho à minha frente mostra-me as feridas. Levei muita pancada em muito pouco tempo. Fui mesmo abaixo com tanto golpe. Feridas no peito, uma camisa manchada de sangue. Não tenho força, não consigo levantar-me. Foi uma árdua batalha, foi uma sucessão de duros golpes e perigosas armadilhas. O sangue derramado durante uma semana não voltará ao meu corpo, antes ficará a marcar os lugares que testemunharam o meu sofrimento. Os lugares onde deixei sangue, suor e lágrimas. Onde fiquei sozinho comigo mesmo, onde senti que tinha perdido tão precioso bem. Mas, mesmo depois de tão dura semana, depois de tanta ferida no peito, sei que ganhei. Por agora, ganhei. Porque, apesar de ter sofrido como um verdadeiro desgraçado, a bandeira, essa, está bem guardada. Debaixo de tanta pancada consegui guardar, com o orgulho de um soldado honrado, o bem tão precioso que tinha comigo: o amor que sinto por ti. Porque ainda me invade a sensação de estar imensamente apaixonado. De amar no limite. No máximo que as minhas forças me permitem. De amar até não poder mais. De sentir amor tão forte que me quase me atira contra a parede. De sentir um amor que desgasta, cansa, aflige, magoa, mas ao mesmo tempo preenche, realiza, motiva, anima e encoraja. Um amor profundo, vindo do desconhecido do meu interior, do lado que não sei bem onde fica, mas um amor que rasga os tecidos até chegar à superfície. Amo-te como se não pudesse fazer mais nada. E prefiro sentir-me minúsculo ao teu lado, como realmente me sinto, do que me sentir um gigante no meio do vazio. Amo-te como se não pudesse querer mais nada. Quero poder olhar mais vezes o brilho dos teus olhos, sentir mais vezes o suave toque da tua pele. Amo-te como se não pudesse sentir mais nada. Numa semana sofri os tormentos de quem cai no vazio. Agora tenho-te de volta comigo. Que bom é poder estar de novo contigo, olhar o teu lindo rosto, ouvir a tua doce voz, poder segurar-te nos braços, beijar-te intensamente. Contigo já passei momentos que não mais esquecerei. Amo-te como se não pudesse desejar mais nada. Amo-te como se não pudesse ser mais nada. Ainda bem. Passem as feridas, fique este amor. Como se não pudesse fazer, querer, sentir, desejar, ser mais nada. Posso tentar?

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Saturday, May 6, 2006

Triste

Obrigado por estes sessenta e seis Fantásticos dias. Inesquecíveis e Muito especiais, como tu. Amo-te.

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Friday, May 5, 2006

A lógica

Dúvida. É, neste momento, a palavra. Perguntem-me o que quiserem. Não sei. Estou revoltado. Não pode ser assim. Gostava de entender os lados errados das coisas. Porque é que, às vezes, o que parece bom, se torna invariavelmente mau. Porque é que o que sabe bem, se torna algo estranho. Porque é que o que nos deixa felizes, passa a deixar-nos angustiados. Sou louco? Sou, à minha boa maneira de o ser. Mas juro que isto não tem nada a ver com esses lados errados. Queria eu saber as respostas. Porquê? Só queria saber porquê. Sinto-me profundamente revoltado. Não sei responder a estas perguntas todas. Adoro desafios. Mas este já mete nojo, se me permitem a expressão. Já chateia. Já começa a moer. Já está a ser cansativo. Porque gosto de perceber a lógica das coisas, a mecânica dos acontecimentos. Mas há alguns bem difícieis de entender. Há alguns que enervam o mais paciente. Que embaraçam o mais inteligente. Que desanimam o mais corajoso. Eu sei que consigo. Sei que passo. Sei. É um dado lógico, e, se quisermos, estatístico. Passei sempre. Mas posso dizer que estou cansado. Já chega. Não aguento mais tentar determinar o valor de todas as variáveis em questão. Nos últimos meses resolvi o maior problema que se me deparou. Era bem complicado, com inúmeras variáveis, expoentes, raízes, logaritmos, senos e cossenos. Mas lá o resolvi. E quando parecia pronto a resolver os mais difíceis, eis que aparece este. Tenho enorme orgulho em ser como sou. Tenho enorme orgulho em amar do modo que amo. Tenho enorme orgulho em ter feito o que fiz. Tenho enorme orgulho em ter dito o que disse. Mas, sinceramente, sou um homem sem respostas. Como isso me chateia, como isso me aflige. Mas sou mesmo um homem sem respostas. Resta-me o cruel destino de continuar a amar. Porque é a única solução que tenho. Amar, do modo que amo. Não mais posso fazer. Mesmo sem saber qual é a lógica. Mesmo sem saber qual é a maldita resposta. Mesmo sem saber rigorosamente nada. Nada.

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Wednesday, May 3, 2006

Não chorei, mas…

Já fiz alguns quilómetros de carro antes de vir para casa. Sozinho, ou se preferirem, acompanhado pelo álbum “X & Y” dos Coldplay. A rua deserta, uma noite agradável, o vidro aberto, a música a tocar. Posso dizer que tocou repetidamente a faixa 11, “Swallowed In The Sea”, que de resto considero absolutamente envolvente e particularmente tocante. Linda, digamos. Precisava mesmo de ouvir a voz interior. E ouvi. Porque tenho sentimentos distintos, ambíguos e paradoxais sobre mim mesmo. Porque passei parte da minha vida, até aos dias de hoje, a ser convencido pelos meus pais, irmãos, familiares, amigos, colegas da escola, professores e, mais recentemente, até pela minha psicóloga, de que sou uma pessoa diferente. Diferente porque, segundo esta malta toda, faço coisas que não estão ao alcance de todos. Seja por ter aprendido a ler antes de ir para a escola, por ter tido notas brilhantes ao longo da maior parte da minha vida escolar, por as pessoas acharem que tenho imenso jeito para a escrita, já desde as saudosas composições da escola, por ser um bom comunicador, por parecer, às vezes, um filósofo a falar (hoje mesmo um professor meu disse que eu podia ser descendente de Aristóteles…), ou mesmo por fazer as pessoas rirem com facilidade. Tenho rebatido essa ideia ao longo destes anos todos. Acontece que a influência das pessoas foi tanta ao longo desse tempo, que às vezes quase fico convencido disso. E sorrio, com vontade de conquistar o Mundo. Mas por vezes também acho que faço tudo mal. Que nada corre bem por minha culpa. Que não sei andar de bicicleta (e não sei mesmo…) e nunca vou aprender. Sinto que nunca vou ter uma vida como a das outras pessoas, que o meu caminho será muito mais curvado e turtuoso do que o dos outros. E aí já não sorrio. E já tenho medo do Mundo. No que será para mim um gigantesco desabafo, e para vocês uma atitude da mais pura sinceridade, tenho que partilhar convosco este mesmo lado. Ser o Acosta implica alegria de viver, energia (até de mais…) e vontade constante de brincar. E tenho mesmo isso tudo. Mas o que eu queria que vocês soubessem é que ser o Acosta também implica medo, angústia e tristeza. Também vou abaixo. Também sofro. Também não tenho vontade de brincar, por vezes. Também não me apetece estar com ninguém, por vezes. Também me apetece gritar bem alto. Como vocês todos. E espero, do fundo deste coração apertado, enquanto escrevo, que sejam compreensivos. Que me aturem. Mesmo sabendo o grau de dificuldade que isso implica. E espero que se lembrem de mim sempre como alguém que disse as palavras certas. Mais nada. E espero que estas estejam no mesmo caminho. As palavras certas. Diferente já sei que sou. O tempo dir-me-á se para melhor ou para pior. Apenas sei que vos amo a todos, e conto convosco. E quanto a ti, amo-te. Já o tinha dito? Hoje não…

P. S.: Já no computador, “Swallowed In The Sea” continuou a tocar repetidamente enquanto o texto foi escrito.

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Monday, May 1, 2006

Tu (outra vez…)

Linda, como sempre. Podia tentar fazer-te um poema. Mas seria extremamente redutor para ti “amarrar-te” a rima ou métrica. Nada te descreve melhor do que texto corrido, solto, Livre, sem regra. Porque assim te mostras ao Mundo. Sem limites ou fronteiras. Porque não terminas em parte alguma. Esse jeito elegante de andar, esse jeito terno de olhar, esse jeito carinhoso de sorrir. Continuas a ser, para mim, uma constante descoberta. Continuo a encontrar em tI novos olhares, gestos, palavras, tudo, enfim, que ainda guardas. E como me sinto pequeno enquanto surgem, vindos de ti, momentos de puro encanto. Como me sinto bem por poder sentir o afecto que irradias. Como é bom saber que guardas em ti tanto por descobrir. Que linda ficas a sorrir, que linda és a olhar, que linda és… E, a cada dia que passa, reparo numa Nova forma de beleza que guardas. Num novo plano que te revela, linda, como sempre. Num novo momento de pura magia. Porque o menino que adorava magia está tão espantado, agora que descobriu alguém que faz magia só por estar. Só por ser. Só porque beleza Destas não se encontra. Não se tem. Acredita-se. Mulher alguma pode ser assim. Eu não acredito, prefiro dizer que sei. Sei que és linda. Sei que encantas. Sei que não existes. Porque ainda acho que não passas de uma miragem. De uma imagem que não sei porquê me aparece. Não passas de um sonho. E que sonho, este… Ou talvez existas, algures por aí. Talvez não sejas uma miragem. Talvez porque te Amo. Linda, talvez porque te amo. Única, talvez porque te amo. Só isso…

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