Sol que aquece
Está aquele tempinho não sei bem de quê. Sinceramente, o Outono é qualquer coisa diferente. Adoro a Primavera, com um solinho giro, uns dias bonitos, nos quais ainda vestimos o casaco… Mas já com Sol. E folhas nas árvores. Mas o Outono tem qualquer coisa. Diferente. Olho pela janela e as árvores começam a despir-se. O chão fica coberto de folhas. Diz o meu irmão e muito bem, não há cores como as do Outono. E não há mesmo. Tenho muitas pancas. Uma delas é usar cachecol. Virá o tempo de usar cachecol. Mas ainda é cedo. Até porque o Outono é também um pouco ambíguo. Porque já tivemos frio e chuva. Mas também dias de calor. É giro, isto. Não saber bem o que devo vestir. Se vou ter calor (tenho sempre…) ou se vou ter frio. Só não é giro é ter a noite a chegar tão cedo. Dá vontade de procurar mais as pessoas. Mais calor humano. Mais aquela brincadeira, aquele sorriso. Porque aconchega a alma quando a rua parece perder a força. Quando o Sol nos deixa tão cedo, o melhor mesmo é estar bem acompanhado. Ter o sol dentro de casa. Ou naquela rua. Ou ter o sol pelo telefone. Ou ter o sol a tomar café connosco. Vale bem a pena. Se por um lado custa pensar que o Sol já se foi embora, por outro também é fácil pensar que ele só foi ao outro lado. E vem já. Por isso, não me parece boa ideia ficar tão dependente do Sol. Mais vale procurar um sol dos que não vai embora. Procurar boa companhia. Um sorriso daqueles que aquece mais que o Sol. Mais do que tudo.